terça-feira, 27 de setembro de 2016

Quando ela finalmente se entendeu por gente, sem ninguém te guiando nos pensamentos, só ela e o silêncio quase palpável. Finalmente a garota se fez uma pergunta que provavelmente é dita a cada cinco minutos em muitos cantos deste singelo planeta: "qual meu propósito de vida?". E foi então que a pobre menina levou em conta de que sempre respondeu esse clichê com floreios baseados em toda aquela educação consumista e superficial dada pelos maiores. E que deveria procurar pela verdadeira.

Seu semblante era evidentemente aflito. Quanto mais observava sua própria expressão pelo reflexo da janela de seu quarto, mais a sua preocupação crescia. Mais vazio seu pensamento e mais vagas suas respostas se tornavam. Mais aqueles objetivos seus traçados por terceiros perdiam sentido. E sua perspectiva e caminho se esvaíam cada vez mais também. Agora que o peso de toda a realidade veio às costas, ela se viu sem rumo pela primeira vez na vida (sempre foi muito objetiva e determinada, mas dessa vez o cosmo decidiu fazer-lhe uma pequena surpresa). Quanto mais se via desamparada, mais mísera ela se sentia nesse mar vasto de vidas alheias sem nenhum vínculo para com ela. Ela se sentia uma peça de um outro quebra-cabeça que foi acidentalmente colocado em outra coleção. E agora?

Um comentário:

  1. Gostei do texto! ^^

    E agora, Juujes?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    E agora, Juujes?

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